RODA GIGANTE - Van Gogh e o Transtorno Bipolar
A sugestão do diagnóstico foi feita por um estudo realizado por acadêmicos alemães em 2020, que analisaram o histórico de vida e aproximadamente 1.000 cartas do pintor. Nelas, os acadêmicos disseram ter encontrado as evidências da doença.
Mas o que é o Transtorno Afetivo Bipolar? É uma doença sem cura que causa o desequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais. Todos podem ter mudanças repentinas de humor, mas isto não é ser bipolar. As mudanças de humor, pensamentos e energia variam entre dias, semanas e meses e causam prejuízos (dos mais graves aos menos graves) na vida social, familiar e profissional da pessoa, além de prejuízos à saúde e ao seu cérebro.
O primeiro registro de uma descrição médica do que seria o TAB é datado de dois mil anos pelo médico grego Aristeu da Capadócia. Apesar de não ter cura, há tratamento.
As causas podem ser genéticas, e há estudos que já mapeiam alguns genes.
''RODA GIGANTE''
O título ''Roda Gigante'' talvez não faça sentido a princípio. Mas títulos em arte não precisam necessariamente fazer sentido. Porém, imaginei que, quando fosse sabido do que se trata, me pareceu fazer sentido que o título fosse "Roda Gigante'', já que a roda gigante ora está em cima, ora embaixo, de forma contínua, repetidamente.
Todos os personagens são a mesma pessoa passando por várias fases do transtorno. Da depressão pura na cama aos desânimos. Da euforia que lhe dá ''poderes mágicos'', pensamentos megalomaníacos (e por isto, há um chifre de unicórnio na testa), produtividade em excesso, a irritabilidade. A confusão mental, a apatia, o medo e os pensamentos ruins, a ansiedade e o período de estabilidade. As cores e formas do fundo da imagem representam a toxicidade que o desequilíbrio causa no cérebro.
Não é incomum que artistas tenham algum tipo de questão de saúde mental. E acho que este tema deveria ser mais abordado. Tanto de uma forma geral, quanto pela própria área das artes.
Fontes:


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